Uma confusão envolveu torcedores que comemoravam a vitória por 3 a 0 do Brasil sobre o Haiti, em jogo válido pela Copa do Mundo, e policiais militares, na Avenida da Saudade, no bairro Cidade Universitária, em Presidente Prudente (SP), na noite desta sexta-feira (19).
De acordo com as informações disponibilizadas no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o tumulto começou quando os policiais militares que atuavam na Operação Cidade Universitária depararam-se com a Avenida da Saudade interditada por torcedores.
Na primeira tentativa de desobstrução da via, os policiais foram hostilizados por frequentadores de bares, que passaram a arremessar rojões, bombas e garrafas, além de proferir xingamentos contra os militares.
Diante do cenário de risco, foi solicitado apoio e compareceram ao local outras viaturas e equipes da Companhia de Força Tática.
Os efetivos da Força Tática posicionaram-se em linha, com escudos de proteção, e acionaram os sinais sonoros e luminosos das viaturas em nova tentativa de desobstrução da avenida.
Contudo, segundo o Boletim de Ocorrência, a ordem não foi acatada e os torcedores continuaram a arremessar os artefatos.
Diante da resistência ativa e para conter a agressão, os policiais militares fizeram o uso progressivo da força, com o lançamento de munições de menor potencial ofensivo (bombas de efeito moral, luz e som).
Como a ação ainda não havia surtido efeito, a tropa teve de avançar pela via até a frente de um bar, com o emprego de bombas de gás lacrimogêneo. Assim, os policiais conseguiram liberar a avenida e restabelecer a ordem pública no local.
Os militares informaram que as viaturas policiais não tiveram danos e não houve nenhum relato de civis feridos.
Após a liberação da via, os militares entraram em contato com os proprietários dos estabelecimentos comerciais envolvidos. Na ocasião, ainda segundo o Boletim de Ocorrência, foi constatado que uma tabacaria não possuía alvará de funcionamento junto à Prefeitura.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como resistência, desobediência e exercício ilegal de profissão ou atividade.